Rio de Janeiro com o Espírito Carioca

Baixo Rio de Janeiro

O Fenômeno dos “Baixos Bairros” que fazem parte da cultura carioca.

post por Alessandra Farina - 16 Mai 2014 às 05:52


Quem é o carioca que nunca comemorou uma vitória do seu time no BG? Ou saiu do trabalho ali em Botafogo e ficou bebendo em um dos vários bares que agora dominam a Voluntários? Não tem pra onde fugir, a cultura dos "Baixos Cariocas" se espalhou e por onde você andar vai acabar achando o local.

O fenômeno é bem simples, na verdade. Um bar abre numa rua, ou praça, faz sucesso e lota. Logo, logo no vizinho, ou duas lojas depois, abre um outro bar que no início pega a “sobra” da clientela do primeiro... mas aí esse bar começa a fidelizar os clientes e quando vê tá lotado também. O terceiro bar da rua abre no mesmo esquema e quando se nota a praça virou point, a galera já nem faz questão de sentar numa mesa em algum lugar. Muitos vão pra comprar cerveja e beber ali em pé, no meio da muvuca mesmo... Mais um “Baixo Rio de Janeiro” no mapa.

Democráticos, você pode ir pro seu Baixo como quiser: de chinelo ou de salto, pra comer um amendoinzinho dos ambulantes ou uma boa picanha na chapa, fazer a pré, a pós, ou até mesmo a night inteira. O important​e é ir com tempo, porque nos Baixos Cariocas, ahhh meu amigo, tudo pode acontecer e nunca se sabe quando é que você vai conseguir voltar pra casa.


Baixo Gávea
A Praça Santos Dumont é um templo da boemia carioca, perfeito para beber uma cerveja e encontrar os amigos mesmo sem ter marcado nada. No verão nem se fala, lotação todos os dias da semana. Mas tradicionalmente, durante o resto do ano, você vai encontrar o lugar bombando mesmo aos domingos, segundas e quintas lá pelas 22h. A boa é experimentar a picanha do Braseiro da Gávea, mas se a missão for mesmo o chopp gelado, vá direto para o Hipódromo.


Baixo Botafogo
O finalzinho da Rua Voluntários da Pátria, a partir da R. Nelson Mandela e seus entornos, concentram uma grande quantidade de bares, restaurantes e botecos. Desde os clássicos botequins como o Águia, ao Cafofo Pub com sua carta de cervejas importadas, passando pela tradicional Sinuca da Bambina e seu repertório musical pros amantes de um bom rock. De noite, os estabelecimentos mais procurados lotam as ruas com suas mesas e cadeiras e viram cenários de papos que duram uma noite inteira.

 


Baixo Leblon
A área entre a Av. Ataulfo de Paiva, a R. Dias Ferreira e a R. Aristídes Espíndola, ali em volta da eterna Pizzaria Guanabara, é point dos boêmios e famosos cariocas desde os anos 70. O Baixo faz até hoje parte da vida do bairro e é um ótimo ponto de encontro para se (re)encontrar as pessoas, ou arriscar aquela "esbarrada acidental" em alguém. Quando a fome apertar, o melhor croquete da região fica logo ali no Botequim do Itahy.



Baixo Copa
Assim como o Baixo Gávea e o Baixo Botafogo, o Baixo Copa também é um reduto da boemia, cercado por bares e restaurantes em Copacabana. As esquinas da Rua Aires Saldanha com a Bolívar são as mais movimentadas e com maiores opções de bares para varar a noite. O
Boteco da Garrafa, por exemplo, tem uma bela carta de cervejas (de garrafa, claro) importadas! Do outro lado da rua fica o Belmonte com suas sempre irresistíveis empadas abertas. Nham. Ali por perto ainda tem o Devassa, Informal, Bossa Nova e Bar do Adão. Ufa.

 

 

 

Baixo Barra

A área que vem ganhando fama como o “Baixo Barra” não fica atrás de nenhum dos Baixos da Zona Sul. Espalhados pela Av. Olegário Maciel vários bares e restaurantes oferecem diferentes opções pros mais variados gostos. Desde o já famoso Bar 399, que deu início ao fenômeno na área, até a clássica Padoca (a.k.a. Padaria da Barra), a padaria que vira pé-sujo, porém limpinho, e nun-ca fecha (sério, só na noite de Natal e no 1º de janeiro. Só.).

 

 

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