Rio de Janeiro com o Espírito Carioca

Dia da Rua

Festival traz artistas da nova cena carioca para tocar na rua e de graça

post por Amanda Scarparo - 22 Mar 2013 às 04:19

Dia da Rua, I Hate Flash, ar livre, Rio de Janeiro, música

Tudo começou num papo entre o cantor e compositor Qinho e o ator e poeta Freddy Ribeiro. A pauta era música e ali surgiam os primeiros sinais de que um movimento a favor da cultura carioca estava por vir. A trinca se formou com a chegada do produtor Thiago Vedova e assim, um festival de bandas novas, na rua e de graça ia sendo concebido. O ano era 2008 e a primeira edição do Dia da Rua tomou de assalto as esquinas da Avenida Ataulfo de Paiva e Visconde de Pirajá. Enquanto o som rolava solto, passava a gente passeando com o cachorro, voltando pra casa, saindo para um chopp, andando apressado, distraído. Mas uma coisa era unânime: o gosto do carioca pelo espontâneo, pelo improviso e pela música, aparecendo em um sorrisinho, uma dancinha e os joinhas de quem passava. Pronto. Era o motivo que a galera do festival precisava para levar a ideia adiante e ocupar a rua com muito mais música.

De lá pra cá a coisa ficou mais organizada, ganhou estrutura e a orla em vez das esquinas. Mas não perdeu o espírito informal, solto e alto astral de Dia da Rua, I Hate Flash, Qinho, ar livresempre. “As primeiras edições foram num espírito de guerrilha e ao mesmo tempo muito romântico. Mas ficou claro pra gente que a rua tem mais é que sediar atividades artísticas! O Dia da Rua trouxe essa certeza, de trazer eventos pé no chão para a cidade, sem necessariamente grandes palcos”, acredita Qinho. 

A quarta edição do festival tem patrocínio da carioquíssima Farm e segue com shows gratuitos que vão desde o canto do Leblon até o Arpoador. As apresentações dispensam passagem de som, é tudo no esquema 'liga o amplificador e começa a tocar'. O palco é o chão, literalmente a rua, e a boa é ir passando de 'palco a palco', conhecendo novos sons, como sugere o produtor Thiago Vedova: “O Dia da Rua é uma parada musical, quase um flash mob. São shows rolando quase ao mesmo tempo, e essa invasão musical é muito bem recebida. Tem som para todos os gostos. O Dia da Rua é um ótimo lugar para descobrir novidades e encontrar o seu 'palco' ". 

Quem abre o festival é Alice Caymmi às 14h no Leblon. Até o Arpex ainda rola muito som, entre eles, o experimental da Mahmundi e do Wladimir Gásper, a festa de Davi Moraes, as maluquices musicais de Botika, as canções de Momo e André Carvalho e os mash-ups que misturam funk com clássicos de João Brasil. . Veja quem toca e aonde nesta edição, na nossa página do evento. E para dar um rolé virtual pelos palcos do Dia da Rua e conhecer mais do que vai rolar no domingo, clique aqui

E se você vai estar pela cidade no domingão, taí uma boa chance de saber o que rola na nova cena musical carioca e de quebra, aproveitar um dos cenários mais bonitos da cidade. Dá pra ir de bike, patins, a pé, com cachorro, de biquíni. Afinal, não é sempre que tem evento bacana, alto astral e de graça rolando. Vai perder? Depois não vai dizer que só tem programa caro no Rio ou que a gente não avisou. 

 

 

Quer ter uma ideia do que foi o último Dia da Rua? A gente separou aqui embaixo dois vídeos de bandas que tocaram na última edição do festival para você sacar do que estamos falando...olha que astral!

                                                                                
                  Bondesom tocando 'Salsa Velha' (Tapioca Filmes)                                                                                          Letuce e sua 'Potência', no Leblon (Tapioca Filmes)