Rio de Janeiro com o Espírito Carioca

Mate, choro e copo de papel

Mudança de material do patrimônio imaterial carioca

11 Mar 2013 às 11:14

Os copos biodegradáveis que o Posto Zero distribuiu para os vendedores de mate.Há um ano atrás, no dia 5 de março de 2012, o prefeito Eduardo Paes anunciou que os vendedores de mate e limonada em galão seriam “Patrimônio Cultural e Imaterial da Cidade do Rio de Janeiro”. Figurinhas carimbadas da paisagem carioca, os vendedores de mate fazem de seus gritos criativos uma ferramenta de marketing orgânico há décadas e o status adquirido é mais do que merecido.

Por outro lado, é sempre triste ver que o que resta no fim-de-praia é uma montanha de copos plásticos. A natureza demora centenas de anos para absorver cada um deles e seu uso recorrente nos litorais ameaça a vida de várias espécies, como golfinhos e tartarugas marinhas. O assunto já teve destaque no informe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que defende a redução do uso de plástico em regiões litorâneas e o aumento dos programas de reciclagem.
Um dos vendedores de mate da ação do Posto Zero na praia do Leblon

Foi pensando na carioquice do mate de galão e no problema do uso de copos plásticos que o Posto Zero achou uma solução interessante. Encomendamos 10.000 copos de papel e começamos a distribuir de graça para os vendedores de mate do Leblon no meio do Carnaval. O meio ambiente sai ganhando pois os copinhos são recicláveis e biodegradáveis, os vendedores saem ganhando porque reduzem custos e o Posto Zero sai ganhando um espaço de mídia precioso junto a um dos maiores símbolos da cidade. Mas ainda faltava a cereja do bolo. 

 

 

Tão tradicional quanto o mate de galão é o chorinho. Pedir um golinho a mais de limão ou mate é um clássico de todo bom bebedor de mate. Se você for um deles, não se preocupe. Nossos copos, além de sustentáveis, são também generosos. Eles já vem com chorinho incluído. Por nossa conta!

O chorinho de mate ou limão é por conta do Posto Zero.