Rio de Janeiro com o Espírito Carioca

Roteiro Carioca - Centro

Um roteiro para quem quer explorar o Rio sem ter trabalho e nem se perder!

post por Beatriz Moraes - 12 Set 2013 às 06:00



Muitas vezes, passamos com olhar desatento e apressado por cenários que fazem parte do nosso cotidiano e deixamos de valorizar elementos importantes na cidade. É quase impossível estar atento a todas os detalhes que fazem do Rio essa cidade maravilhosa mas, tirar um dia de folga para curtir o privilégio de ser carioca revigora a alma!

Preparamos um roteiro básico para quem quer passear pelo Centro e visitar lugares que fazem parte do DNA da cidade. Vale tanto para turistas quanto para os cariocas curiosos ou saudosos. Separe o sábado, prepare as pernas e se joga nesse guia!

O dia começa com um café da manhã na Confeitaria Manon, ponto tradicional do Rio há mais de 70 anos. Menos turística que a Colombo - e consequentemente, menos lotada - a Manon é conhecida por seu Madrilenho, um pão doce especial cuja receita é guardada a sete chaves. Carlos Drumond de Andrade e Manuel Bandeira foram clientes da confeitaria que tem em sua arquitetura uma réplica do restaurante do navio Serpa, que fazia a travessia Lisboa-Rio na década de 1930.




Começando a caminhada descendo pela Rua Uruguaiana, chegamos ao SAARA, maior mercado popular do Rio. Nossa 25 de março com jeitinho carioca é rica em variedade de produtos e pessoas. Em um passeio rápido é possível ficar por dentro das promoções anunciadas aos gritos por vendedores, das novidades tecnológicas que chegam com uma rapidez incrível ao camelódromo e dar boas risadas dos jingles da Rádio Saara, transmitidos por amplificadores espalhados pelas ruas. É preciso ficar atento ao relógio, as horas passam voando no labirinto das pexinxas!



Continuando o trajeto, a um quarteirão dali está a igreja da Candelária. Imponente, entre as duas principais avenidas da cidade, é conhecida pela maioria dos cariocas, mas muitos nunca entraram na catedral. Aos sábados ela fica aberta aos fiéis de 9h à 12h e sua arquitetura vale a visita! 

O próximo destino é a Feira de Antiguidades da Praça XV, a maior do gênero em toda a América Latina. São mais de 350 barracas autorizadas pela prefeitura vendendo, expondo e até trocando objetos dos mais variados. A feira acontece religiosamente aos sábados, de 8h às 14h, em frente às Barcas. Para chegar até lá é só seguir pela Avenida Rio Branco e virar à esquerda na Rua do Ouvidor, aproveitando para observar o contraste típico da arquitetura do Centro: arranha-céus suntuosos e modernos na larga Avenida Rio Branco e edifícios antigos e paralelepípedos na Rua do Ouvidor.

                                                 



Quando bater aquela fome, o destino só pode ser um: o Arco do Teles. O portal é o último arco colonial existente na cidade, pode ser acessado pela Praça XV e vai até à Rua do Mercado, passando pela tradicional loja da Granado e pelo sobrado onde morou Carmen Miranda na década de 1930. Aos sábados, os restaurantes costumam servir feijoada - típica e caprichada - e alguns ainda têm música ao vivo.




Para seguir os passeios durante a tarde, temos duas opções: se você já estiver cansado, confira a programação do Paço Imperial, no coração da Praça XV (até outubro fica em cartaz uma exposição incrível da Beatriz Milhazes!), do CCBB e da Casa França Brasil e escolha um lugar para apreciar a arte e fechar logo o dia. Caso ainda reste disposição, a Cinelândia é o ponto alto do dia!


Se for para continuar a caminhada, vá pela Rua 1º de Março e entre na Rua da Imprensa. É lá que fica o Palácio Gustavo Capanema, sede do IPHAN no Rio e onde fica o painel de azulejos pintado por Portinari.  Finalmente, a dois quarteirões, cenário das recentes manifestações populares que rolaram pelo Rio, a Cinelândia é palco de muitas histórias. Três edifícios de extrema importância ficam ali, ao redor da praça: o Theatro Municipal, o Museu de Belas Artes e a Biblioteca Nacional


Para fechar o dia, confira a programação do Cine Odeon. Um dos cinemas mais antigos do Rio, ainda possui as salas em formato de anfiteatro e poltronas clássicas. Se a sessão for demorar, uma voltinha na Livraria Cultura ou um capuccino no café do Centro Cultural da Justiça Federal matam o tempo deliciosamente!