Rio de Janeiro com o Espírito Carioca

Um dia só para as mulheres

Por que as mulheres cariocas são um barato

post por Amanda Scarparo - 08 Mar 2013 às 03:32

Essa coisa de ter um dia dedicado às mulheres todo ano provoca certa polêmica. Seja porque algumas acreditem que ainda tem muita estrada pela frente para o reconhecimento feminino no mercado de trabalho ou seja porque outras desdenhem da homenagem, lembrando que o dia da mulher é todo dia. Clichês à parte, a homenagem tem seu valor, como toda homenagem tem. Assim, hoje o Posto Zero dedica este post às mulheres cariocas, que fazem parte da paisagem natural dessa cidade. Afinal, se não fosse a beleza das garotas de Ipanema, a Bossa Nova teria perdido o hino. 

Rodrigo Romano, Urca, Rio de Janeiro
                                                                                                                         (Foto: Rodrigo Romano)

Essa coisa de ter um dia dedicado às mulheres todo ano provoca certa polêmica. Seja porque algumas acreditem que ainda tem muita estrada pela frente para o reconhecimento feminino no mercado de trabalho ou seja porque outras desdenhem da homenagem, lembrando que o dia da mulher é todo dia. Clichês à parte, a homenagem tem seu valor, como toda homenagem tem. Assim, hoje o Posto Zero dedica este post às mulheres cariocas, que fazem parte da paisagem natural dessa cidade. Afinal, se não fosse a beleza das garotas de Ipanema, a Bossa Nova teria perdido o hino. 

Uns dizem que elas são marrentas, que se acham. Outros dizem que elas são as mais bonitas do Brasil. O fato é que as mulheres cariocas têm sua aura  de sereia, um charme no cabelo que sai pra noite molhado, na cara lavada, sem muita firula nem maquiagem. Cena comum de um dos arquétipos da feminilidade carioca: um mergulho ou caminhada (seguida de mergulho) no Arpex, dali parte para um almocinho com uma amiga com o pé com areia entre os dedos, amarra o cabelo num coque ainda salgado e emenda para um chopp no BG com outras duas e aí pronto, ninguém segura. O bonito da carioca é esse, a simplicidade, o bom humor, o levar 'na boa', a malemolência, o ombrinho balançando ao som de uma boa roda de samba, de uma música que nunca tinha ouvido antes ou da playlist já batida do Ipod.

Mulher carioca sorri. Pro porteiro, pro cara do mate na praia, pro amigo do amigo. Mulher carioca sabe sambar. Ou engana tão bem que ninguém diz que não. Mulher carioca canta. No chuveiro, no karaokê da Feira de São Cristóvão ou da Casa da Matriz, andando de bike na Lagoa. Mulher carioca gosta de um bom drink. Seja no combo vinho - filminho - edredon ou um mojito no meio da semana com as amigas no Meza Bar ou uma cerveja na mureta da Urca para fechar o domingão. Mulher carioca dança. Andando, num mar calminho, de bike, na pista, sozinha, junto, balançando o cabelo. Por isso que quando alguém diz que é ela a mais bonita do Brasil, não é só de pele, cabelo, peitos e pernas que está se falando. É de atitude, postura, leveza, beleza e firmeza. Daphne, Elisa, Luciana, Stéphanie, Gabriela, Mariana, Roberta, não importa. Cada uma é uma, mas com o Rio entranhado no coração de formas diferentes. Mulher carioca é um barato. Parabéns de novo pra essa nossa mulherada suingue sangue bom!