Rio de Janeiro com o Espírito Carioca

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Reimaginado por

Eduarda La Rocque

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Eduarda (ou Duda como é chamada pelos amigos) é economista, já foi Secretária da Fazenda do Município do Rio e atualmente preside o Instituto Pereira Passos. Tem se dedicado à revitalização da cidade e por isso traz um roteiro carioca repleto de significado social. Boa parte dos lugares listados não poderiam ser visitados há alguns anos atrás, pois eram zonas proibidas ou degradadas.

Os visitantes que quiserem fugir das rotas turísticas tradicionais, na temporada de permanência no Rio de Janeiro durante a Copa do Mundo, têm diversas opções de lazer como programas em comunidades pacificadas e na revitalizada Zona Portuária.

1. Turismo Intercomunitário

O Grupo de Turismo Intercomunitário Tijucano (GTIT) é um grupo de representantes comunitários de várias favelas da Zona Norte levam turistas para passeios e trilhas nos morros da Formiga, Coréia, Salgueiro, Turano e Borel. Durante a trilha, os participantes podem conhecer a história local e também fazer passeios ecológicos que mostram as belezas de uma das maiores florestas urbanas do mundo: a Floresta da Tijuca. As excursões pelas comunidades acontecem aos domingos e os passeios ecológicos na Floresta da Tijuca, com 4 horas de duração, são agendados de acordo com a procura dos interessados. Contato para caminhada ecológica em grupo: Denise Vieira - 97118-4047 / 97467-1549 / 99501-0569. Ponto de encontro Rua General Roca, 42. Almoço e música: 60 reais.

2. Cultura e gastronomia no Alemão

Desde que foi pacificado em 2011, o Complexo do Alemão entrou de vez na rota turística da cidade. São vários os programas atrativos para os visitantes, como a feira de artesanato na estação das Palmeiras do teleférico e a ida ao Casarão da Cultura, que oferece atividades aos sábados e é um espaço interessante para conhecer a história da comunidade. Moradores ainda oferecem um turismo guiado para quem quer conhecer o complexo de favelas da Zona Norte. Para participar basta fazer contato com Cleber, em sua barraca de artesanato na Estação das Palmeiras, ou com Mariluci. Para conhecer a culinária local, o turista pode ir ao Bistrô Estação R&R.

3. Parque de Madureira

Terceiro maior parque da cidade, o Parque de Madureira oferece atividades de lazer, cultura e esporte em uma área equivalente a 14 estádios do Maracanã. Equipado com quadras poliesportivas de futebol e tênis de mesa, ciclovia e a melhor pista de skate do país, o Parque Madureira ganhou uma Arena Carioca batizada de Fernando Torres, ampliando ainda mais o espaço para apresentações culturais, ao lado da Praça do Samba. Lá também temos a Praça do Conhecimento, que oferece cursos em diferentes áreas, além de computadores com acesso à internet. O espaço ainda conta com um Centro de Educação Ambiental, Academia para a terceira idade e praças de alimentação.

4. História e gastronomia na Zona Portuária

Importante região da cidade e que atualmente passa por uma grande transformação, a revitalizada Zona Portuária oferece um roteiro rico de locais para visitação de turistas. Lá temos o Jardim Suspenso do Valongo e o Cais do Valongo, local com importância histórica para o Rio e que teve descoberto, recentemente, um sítio arqueológico; e a Pedra do Sal, lugar repleto de elementos da cultura negra carioca e com muitas apresentações de samba e choro durante à noite. A região também abriga o Museu de Arte do Rio, o MAR. E para provar um dos mais deliciosos pratos servidos no Festival Gastronômico e Cultural Sabores do Porto, o Consumê de Camarão, o turista pode ir ao Bar do Carlinhos.

5. Frescobol no Posto 5 em Copacabana

Copacabana, praia mais conhecida do Brasil, guarda entre tantas histórias o pioneirismo num esporte praticado em quase todo o litoral do país e em outros cantos do mundo. Foi nas areias da "Princesinha do Mar" que surgiu o Frescobol. De passagem pela cidade o turista, além de apreciar o mar da praia e o famoso calçadão, pode também aproveitar para jogar uma partida de frescobol no Posto 5. Foi nesta região que o esporte surgiu na década de 40. Vale lembrar que em dias de muito movimento, como no Verão, a prática do frescobol só é permitida na beira da água antes das 8 horas e após as 5 da tarde.