Rio de Janeiro com o Espírito Carioca

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Reimaginado por

Sergio Besserman

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Com Sérgio Besserman Vianna não dá pra economizar itens de biografia. Economista, carioca, blogueiro, ambientalista, comentarista econômico na Globonews e na CBN, irmão do Bussunda, ganhador do Prêmio BNDES de Economia em 87 e escolhido Personalidade do Ano pelo Prêmio Jornalistas & Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade, em 2013. Mas aqui nesse especial do Posto Zero ele é só um apaixonado pelo Rio e seus contrastes.

O Rio é encontro! Encontro entre natureza e construção, entre mar e montanha, entre morro e asfalto, entre centro e periferia, entre história de capital Joanina e futuro de capital do conhecimento, entre pessoas de todos os lugares do Brasil e do mundo, que em duas semanas já são cariocas da gema... O encontro é a alma, a essência do Rio...

∙ Feijoada de frutos do mar na favela

Minhas experiências preferidas são aquelas que revelam algo desse encontro. Uma maravilhosa feijoada de frutos do mar no Bar do Davi na favela do Chapéu Mangueira ali no Leme mistura tudo num balaio só: feijoada tradicional, inovação, favela, zona sul, pessoas de todos os tipos...

∙ Um bom banho de cachoeira.

Um bom banho de cachoeira ali no Horto ou na Floresta da Pedra Branca encontra paz, sossego, meditação, Oxum com a agitação de uma cidade com mais de 6,3 milhões de habitantes.

∙ Uma caminhada na praia.

Uma caminhada na Praia de Copacabana, mas não vazia durante a semana - nesse caso vá a Ipanema - e sim sábado ou domingo no meio da galera, ricos e pobres, edifício Chopin (da elite carioca) com Pavão-Pavãozinho.

∙ Pôr-do-sol e lua

∙ Pedra do Arpoador em noite de lua, uma ou duas taças de vinho branco gelado no Azul Marinho, o por do sol e a caminhada na pedra já no inicio da noite. Sentar e assistir o encontro quase eterno do mar com as pedras avisando a cidade que o ritmo da vida é esse e não o barulho dos carros mais lá longe...

∙ Botequim

Adega Pérola. Na Rua Siqueira Campos para muito papo, umas cervejas e comida excelente na categoria “porcarias inacreditáveis de botequim” (os testículos de peru são ótimos).

∙ Ar Livre

Parque Madureira no fim da tarde de sábado e, em seguida, um sambão ou pagode ali mesmo, depois de um pastel com caldo de cana ou salsichão.

∙ Aos Sábados

Uma visita à CADEG no sábado de manhã, comprar umas coisinhas lá e comer o bolinho de bacalhau que em vez de batata usa arroz como liga. Depois ir ao céu...

∙ Cultura nordestina.

E, para quem tem sangue de cangaceiro nas veias, apreciar algo da cultura nordestina no Pavilhão de São Cristovão e comer um sarapatel. Se o ilustre amigo for um turista, depois, mas só depois, expliquem a ele que trata-se de miúdos de porco no sangue do porco e deixem-no refletindo sobre a vida o resto do dia no quarto com banheiro do hotel.

∙ Zona Oeste.

Visita ao Sitio do Burle Marx, Praia de Grumari ou Prainha e depois muqueca ou peixada em Barra de Guaratiba.


Ou, simplesmente, flanar pela Nossa Senhora de Copacabana (de preferencia com um Cocker Spaniel preto de companhia) num sábado inicio de tarde.

O Rio não tem uma ou mil experiências... ele é uma experiência. Se você não puder se levar, deixe que ele te leve.